a escolha certa

Digo sempre aos meus amigos que estão em vias de assumir um compromisso de casamento que se está na dúvida de que será feliz ao casar-se é melhor não fazê-lo. Este é um assunto top e o que mais nos tira do prumo da vida.

O único momento perfeito para desistir é antes de assumir esse compromisso. Eu, como muitas pessoas ao redor do mundo, desistimos depois. Não me arrependo disso, me arrependo de não ter aprendido a fazer escolhas antes.

Precipitar-se na escolha é a garantia de arruinar a própria vida. Os efeitos são devastadores e nos vemos em situação muito complicada para conseguir desfazer o nó que se formou.

A escritora Ellen G White registrou, lá em 1886 na Review and Herald essa sabedoria: “Pessoa alguma pode com mais eficácia estragar a felicidade e a utilidade de uma mulher, e tornar-lhe a vida mais pungente fardo, que seu marido; e ninguém pode fazer a centésima parte para despedaçar as esperanças e aspirações de um homem, para lhe paralisar as energias e arruinar-lhe a influência e as perspectivas, como sua própria esposa. É da hora de seu enlace matrimonial que muitos homens e mulheres datam seu êxito ou fracasso nesta vida, e suas esperanças de existência futura.” 

Normalmente o que nos direciona na escolha são a fantasia e as emoções. Fantasia é fantasia e emoções nos destroem se não gerenciadas.

Crescemos sendo influenciados pelas belas histórias de amor dos contos de fada e passamos acreditar que assim será na vida real. Nos contos de fada o cara é perfeito em seu trato, sempre cavalheiro e a moça sempre linda e perfeita, não acorda amassada, não engorda, não sofre alteração corporal quando tem filhos…

Muitas e muitas pessoas vivem casamentos estranhos, infelizes, se sentem aprisionados e não tem coragem de se livrar dessas correntes.

Escolher casar-se com quem não te eleva e enobrece, colocará em cheque o seu desempenho em outras frentes da vida, como negócios por exemplo e comprometerá a formação de seus filhos. Eles replicarão o que aprenderem em casa, e com muita sorte, a vida deles será diferente da sua. Grandes chances que sejam tão infelizes quanto você na construção do seu próprio lar.

Acontece que toda essa racionalidade, se algum dia existiu, desaparece ao termos que lidar na prática com a carência física e emocional. Fomos preparadas para casar e o tempo está passando e não acontece.

O caminho é muito tortuoso até chegar ao equilíbrio e domínio das emoções ao ponto de sermos capazes de fazer escolha segura, que além da presença do amor, esse relacionamento precisa ser um estimulo ao desenvolvimento mútuo.

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O sexo desmedido tem sido uma fuga na busca de preencher esse espaço vazio que foi formado. Essa saída aplaca momentaneamente a dor, eleva momentaneamente também a moral e autoestima. Porém, muda-se de cama e o vazio continua acompanhado dos riscos fatalmente vinculados. Risco de doenças, da gravidez indesejada, marcas profundas emocionais que te fazem sentir pior por saber que não está conseguindo se controlar e acertar o passo na espera para a escolha correta.

Esta falsa liberdade, embasada pelo medo da repetição, nos leva a acreditar que o melhor a fazer é viver sem compromisso e com parceiros sexuais para nos satisfazer quando quisermos.

Esta liberdade que tanto nos gabamos é a mesma que nos faz chorar em silêncio escondidas para não confessar a nossa fraqueza de desejar viver a experiência de construir um lar próspero, saudável e real, com todas as alegrias e dificuldades reais.

Os autores da obra A mulher e seus Eventos de Transição – Como passar pelas transições sem crise, Jim e Sally Conway, sugerem que se faça uma pausa nos relacionamentos após uma separação ou divórcio para que as emoções sejam colocadas em seu devido lugar, se aprenda a lidar com a carência e todas as suas consequências até que esteja pronto de fato para fazer escolhas melhores.

Precisamos aprender a lidar com as emoções e usá-las a nosso favor e não contra nós mesmos. Precisamos usar a racionalidade que nos foi concedida, precisamos calcular os riscos, precisamos projetar o que queremos para conseguirmos analisar, avaliar e tomar a decisão embasada no conjunto da ópera e não no fogo da paixão.

Joutjout ensina uma ferramenta muito útil para ajudar na escolha que se chama a Teoria da Peneira. Cada um pode elaborar a sua lista contendo a descrição da pessoa que funcionaria bem ao seu lado e a cada possibilidade, passar pela peneira. Se não ficar, não chore! Siga em frente!

Benjamim Carson em seu livro Risco Calculado ensina a calcular os riscos a cada tomada de decisão, esta também é uma ferramenta extremamente útil e estratégica. Ele diz: “Utilizar a Análise de Risco para considerar as implicações de qualquer decisão, não apenas para si, mas para os outros, é algo que as pessoas responsáveis sempre deveriam fazer.” . 

Também nos lembra que “Podemos menosprezar os perigos que nos assolam, ignorá-los e até mesmo permitir que o medo nos paralise ou podemos fazer-nos a pergunta: VOCÊ TEM CÉREBRO? Então, use a ferramenta que Deus nos deu para avaliar os riscos que enfrentamos a cada dia. Temos a capacidade de analisar os riscos e decidir se é melhor encará-los ou evitá-los.”.

Essa é uma grande decisão a ser tomada, precisa ser feita com cuidado. Não se exponha a sofrimento sem necessidade, não esqueça de fazer as considerações necessárias, não se esqueça de desejar o melhor, não se esqueça de fazer boas amizades, não se esqueça de se livrar dos relacionamentos nocivos.

Não se esqueça de amar-se verdadeiramente!

Enquanto espera, transforme-se!!!

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