a busca pela independência financeira

Durante a trajetória de pesquisas sobre finanças pessoais, me deparei com muita informação importante. Mas a vida precisa ser mais que acumular…

É muito bom ter dinheiro para poder fazer o que quero, no momento que quero e como quero.

Mas ainda fica um vácuo. Algo falta nessa ideia toda de mudar a mente, os comportamentos e aprender a usar o dinheiro de forma inteligente.

Em algum momento vivemos e/ou assistimos pessoas próximas com alguma dificuldade financeira por não ter o conhecimento necessário para fazer a gestão adequada de seus próprios recursos.

Casamentos são prejudicados quando há extravagância de um dos cônjuges e pior quando há de ambos. Mulheres e homens esbanjadores e extravagantes estão se autodestruindo tentando viver além de seus próprios recursos. Mais que isso, ensinam aos seus filhos esse estilo de vida para que perpetuem a sandice até que alguém quebre o ciclo fazendo tudo diferente. Até lá, muita insatisfação e infelicidade será vivenciada sem necessidade.

Em meios cristãos, muitas vezes ter dinheiro está relacionado diretamente com o pecado, que consequentemente te leva ao inferno. Sou religiosa e gosto de dinheiro. Não gosto do preconceito e para resolver as dúvidas, o jeito é pesquisar.

Busquei informações na bíblia e nas obras da escritora americana Ellen G. White especificamente para entender essa relação dinheiro x vida espiritual. Tenho outras fontes de pesquisas sobre o processo de construção da independência financeira que me trouxeram mudanças significativas de hábitos. Mas quero focar nessas especificamente. Nelas encontrei informações valiosíssimas e que me ajudam a preencher esse espaço vazio que ficou.

Na bíblia facilmente encontramos personagens que tinham muitas riquezas, eram pessoas bem relacionadas com Deus, abençoados e protegidos por Ele. Tinham suas profissões, eram empreendedores, negociadores e estudados. Estes personagens seguiram um plano proposto por Deus que é bem simples e muito difícil de ser executado: dos seus rendimentos, 10% devem ser devolvidos (ou seja, não é seu) a Deus, através dos dízimos e ofertas, para que sua obra seja realizada e outra parte deve ser usada para ajudar os pobres e necessitados. Esse plano deve ser executado sistematicamente e requer fé. Há muitas referências neste livro reforçando a responsabilidade de cada um de nós em ajudar e cuidar das pessoas que precisam.

Nos escritos de Ellen encontrei orientações que trazem sentido diferente na busca da independência financeira.

Gostaria de destacar algumas dessas orientações para fazermos uma reflexão sobre a nossa lida com o nosso rico dinheiro.

  1. Ser próspero é digno e louvável. É uma ambição nobre e generosa prover a própria manutenção. O problema do dinheiro está na forma que o usamos e o consideramos.
  2. Antes de atender as nossas necessidades e desejos, precisamos executar o plano de Deus sistematicamente. O que sobrar pode ser gasto conforme nosso entendimento. Nesta sobra podemos aplicar os métodos e técnicas para controlar nosso orçamento e fazer esse dinheiro se multiplicar.
  3. Lembrar das necessidades dos pobres não para que sejamos rotulados como bonzinhos, salvadores da pátria, mas para combater o nosso caráter egoísta e avarento e estimular a liberalidade. Ajudar os pobres, além de trazer um pouco de fôlego para estas pessoas, nos faz exercitar a mente do desapego e molda nosso caráter.
  4. No controle do nosso orçamento, devemos identificar os desperdícios e esbanjamentos e eliminá-los.
  5. Precisamos aprender fazer o dinheiro render o máximo possível. Usando a criatividade é possível ganhar mais e gastar menos além de fazer o dinheiro render.
  6. Os pais devem aprender sobre economia domésticas e ensinar esses princípios aos seus filhos para evitar o desenvolvimento de adultos mimados, que não sabem o valor do dinheiro, acostumados a ganhar tudo facilmente. Quando houver necessidade de esforço para ganhar seu próprio pão, não saberão fazê-lo sem sofrimento.
  7. Praticar a economia por princípio de vida. Para isso devemos buscar conhecimento e mudar hábitos.
  8. Prover um lar prazeroso e confortável para você e sua família. A regra não é: passar necessidade em prol de atender a necessidade dos outros. Deve existir equilíbrio.
  9. Para as esposas que trabalham dedicadas a família e ao lar, o marido deve prover dinheiro para uso pessoal para que gaste como desejar sem ser criticada.
  10. Buscar a sua saúde e de seus familiares. Menos dispendioso é prevenir doenças através do cuidado da saúde que manter tratamentos para recuperação. Produtos industrializados costumam consumir muito mais recursos para aquisição e fazem mal ao corpo. Preparar o próprio alimento, usar frutas e verduras de época é uma maneira de prover saúde fazendo economia. Os alimentos frescos são remédios para o corpo.
  11. Aprender quando gastar e quando guardar. Sempre guardar nos torna avarentos e sempre gastar nos torna desprovidos de recursos. É necessário aprender a analisar as oportunidades para que tomemos decisões inteligentes.
  12. Não imitar as pessoas extravagantes. Não é a melhor coisa para aprender com os ricos extravagantes.
  13. Ensinar as crianças como ganhar e usar o dinheiro: ensiná-los a ter hábitos simples, ensiná-los a manter os seus gastos dentro dos recursos de seus pais, ensiná-los sobre o valor do dinheiro, encorajá-los a ganhar seu próprio dinheiro, desencorajar o uso descuidado, ensiná-los a devolver dízimo e dar ofertas.

Há muitos estudos disponíveis, livros, artigos, vídeos… enfim. Uma gama grande de informações gratuitas e pagas sobre o assunto que podem nos ajudar criar nosso próprio sistema de gestão financeira familiar, incluindo nele o atendimento das necessidades de outros e a construção da independência financeira.

É necessário empenho de tempo e talvez de algum recurso financeiro na busca do conhecimento para o próprio desenvolvimento.

O melhor legado que os pais podem deixar aos filhos, é o conhecimento do trabalho útil, e o exemplo de uma vida caracterizada pela desinteressada beneficência. Por uma vida assim mostram eles o verdadeiro valor do dinheiro, que só deve ser apreciado pelo bem que pode realizar no suprir as próprias necessidades e as dos outros, e no promover a causa de Deus. Testemunhos Seletos, volume 1.

Que a sua jornada na busca da independência financeira seja uma benção para você, sua família e para aqueles que necessitam de corações transformados como o seu para ajudá-los a sobreviver as dificuldades da vida.

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