a tecnologia que nos separa

hoje temos muita tecnologia a nossa disposição. podemos falar da televisão, video-games, computadores e todos os dispositivos condutores de informações entre tantas outras opções.

é fácil perceber em nossa rotina quanto tempo temos consumido utilizando principalmente as redes sociais para nos “relacionar” com as pessoas. atualmente tenho 1228 amigos no facebook, 788 contatos no linkedin e umas 200 pessoas no MyHeritage. são as redes sociais que participo. muito pouco desse total são relacionamentos reais. muitas e muitas nunca vi pessoalmente. o que nos ajuda a concluir que não há relacionamentos efetivamente.

podemos enumerar os benefícios no uso das redes sociais. o facebook é útil para nos unir a amigos espalhados em qualquer território. o linkedin nos coloca em conexão com profissionais de diversas áreas de trabalho em vários regiões do mundo. o whatsapp é parte obrigatória de nossas vidas hoje e tem se tornado uma ferramenta de trabalho. e é outra ferramentinha que se não cuidarmos nos toma um tempo absurdo.

precisamos refletir nos prejuízos que o uso inadequado desses facilitadores tecnológicos podem nos trazer. enquanto estamos aqui lendo esta postagem, há grupos de neurocientistas realizando estudos para aprimorar a maneira de influenciar as nossas mentes através desses canais de comunicação.  e não é só isso. o uso excessivo pode estar escondendo questões importantes que precisam ser tratadas.

fuga da realidade

o nosso cérebro é capaz de criar um universo paralelo ao qual estamos inseridos. utilizamos essa incrível capacidade, as vezes inconscientemente, para nos distanciarmos de alguma situação de alto stress. faça o teste para confirmar como funciona com você. se começar a pensar e visualizar algo, automaticamente as sensações do seu corpo serão alteradas. é possível perceber reações físicas até. tente se lembrar de uma piada, provavemente uma gargalhada surgirá. tente se lembrar de algum momento emocionante, provavelmente seus olhos encherão de lágrimas. se for algo que te causou raiva, sentirá a raiva movendo seu coração.

em situações estressantes, talvez num lugar com pessoas estranhas, lançamos mão do nosso smartphone mágico que nos teletransporta para um mundo virtual encantado, colorido e confortável. essa escolha pode sim nos trazer um alívio imediato.

ao escolhermos nos ausentar do momento, estamos escolhendo deixar de experimentar emoções verdadeiras, não aprender com as experiências dos outros, não nos fortalecer emocionalmente ao desprezarmos as decepções da vida, não aprender a aceitar a diversidade, não aprender a ser flexíveis. perdemos momentos de riso que são preciosos para manutenção da nossa saúde.

fique longe!!

as nossas dificuldades são tantas para nos relacionarmos com as pessoas que estão ao nosso redor e para resolver essa dificuldade decidimos investir nas relações virtuais. o mundo virtual é um espaço que nos fornece um bom conforto, pois nele podemos utilizar as nossas melhores máscaras e fazer o mundo ficar perfeito. o feio fica bonito, o rude fica gentil, o gordo fica magro. relacionar-se ao vivo e a cores é normalmente uma tarefa mega desafiadora, exige jogo de cintura, paciência, aprender a ceder para não ser inflexível, ser firme para não se tornar capacho da vontade alheia, reconhecimento das características do outro, respeito pelo outro.

todo esse exercício no início parece algo monstruoso, mas com a prática, vamos apredendo a transpor as barreiras da boa comunicação que não exige nenhuma estratégia estratosférica ou técnicas vindas da nasa. precisamos apenas estar dispostos e nos expor as situações que nos possibilitem conhecer o outro, deixando-o se apresentar como é e aceitando-o assim, sem críticas ou julgamento.

se distanciar das pessoas traz para perto de nós a tão temida solidão que nunca vem sozinha. traz junto com ela a sensação de inadequação para viver em comunidade. não  desenvolvemos as habilidades para lidar com as pessoas ao vivo e a cores  e isso afetará em cheio a nossa alto-estima.

pessoas sempre são mais importantes que as coisas. lembre-se disso.

consumismo

precisamos atentar para a exposição que fazemos quando utilizamos excessivamente esses meios de comunicação, pois estamos recebendo a forte influência das propagandas que são construídas para nos levar a consumir  cada vez mais.

viver sob essa influência excessiva, enfraquece nosso poder de escolha. só lembrar quantas vezes você comprou algo que nunca usou ou quantas vezes se endividou simplesmente para satisfazer seu ego.

quais tem sido as suas escolhas?

podemos fazer uma auto-avaliação para perceber se temos exagerado ou pisado na bola conosco mesmo.

  • quando você faz as suas refeições acompanhado da sua família, seus amigos ou seus colegas de trabalho, usa o celular?
  • quando você chega em casa, separa um tempo para conversar com as pessoas que mora ou se concentra apenas na TV, video-game ou computador?
  • quando está com seu(ua) parceiro(a), ao invés de aproveitarem o tempo juntos, cada um se interte em seu próprio celular?
  • quando está numa estação de ônibus, metrô ou trem como usa seu celular?
  • quando está com tempo disponível que poderia estar com os filhos, você escolhe relaxar com os olhos grudados e os ouvidos atentos no programa de TV, série ou ceular?
  • num encontro social com pessoas desconhecidas ou não muito conhecidas, você busca um canto para se acomodar e sacar seu celular para sair daquele espaço?
  • durante a programação na sua igreja você usa o celular?

celular ou qualquer outro dispositivo utilizado enquanto estamos com outras pessoas, comunica a elas que  não são tão importantes ou tão interessantes que compense nosso esforço em prestar atenção nelas e deixar de usar o aparelho por alguns momentos. exceto em situações delicadas, deixemos longe para não cairmos em tentação. será um ato de gentileza para quem está conosco e uma oportunidade que nos damos para crescer.

quantas oportunidades temos perdido de estar mais próximo de quem é nosso próximo. se temos escolhido sim nos distanciar das pessoas, precisamos entender quais são os motivadores e trabalhar para mudar o quanto antes.

busquemos encontrar a melhor forma de consumir toda essa tecnologia. vamos analisar a nossa rotina e encontrar horários que menos afetam as nossas relações.

para nos relacionarmos bem, consumir de maneira inteligente, utilizar tecnologia de modo que facilite a vida é muito importante que aprendamos a conhecer como funcionamos, o que gostamos, o que não gostamos, o que nos faz bem e o que não faz para nos ajudar a determinar os limites adequados e aumentar a qualidade de vida.

vamos priorizar as relações e utilizar a tecnologia como ferramenta apenas. a vida ganhará novo brilho, vale o esforço.

até o próximo post!

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