a vida continua aos 40

ao acordar coloquei os dois pés no “enta”… de corpo e alma! com vontade de muitas mudanças e realizações.
 
agora, saindo da adolescência posso fazer um montão de coisas que antes não podia. posso ser gente grande mas ainda com a minha molequice.
 
a adolescente revoltis abriu espaço para a chegada da calma, da paciência, da minha beleza feminina bem fora dos padrões, do sentimento de liberdade e de paz.
 
veio junto a fé, a certeza que as coisas iguais podem ser diferentes. quebra de padrões mentais, mesmo que necessário esforço além da conta e espera pelo tempo certo.
 
veio também o exercício das minhas estratégias de recolhimento para manter a paz na comunidade quando estou cansada e consequentemente bem mal humorada… acho que isso pode ser chamado de amor ao próximo…
 
veio o aprendizado do amor e ficou para trás aquela dura na queda. esse amor é aquele próprio que me ensina a determinar limites, fazer escolhas melhores, me olhar com ternura, amar minha própria história.
 
engraçado… precisei de um certo tempo de vida, digo alguns anos, para desenvolver o amor próprio, aprender que não preciso ser levada pela multidão e que posso determinar os meus próprios passos, desbravar novos caminhos, sonhar e realizar.
 
a diferença entre antes e agora é a maturidade e sem dúvida está longe de ser sinal de velhice… ou não… é melhor aceitar… dói menos…
 
cresceu o desejo de fazer o que é certo e não o que eu quero. aprendi que muitos dos meus desejos me traem e me colocam em ciladas que podem comprometer anos das próximas páginas da minha história que está sendo escrita a cada segundo… se eu vacilar, posso levar tempos e tempos para me recuperar e começar tudo de novo se ainda tiver essa sorte…
  • aprendi que recomeçar é uma dadiva.
  • aprendi que perder é despir-se de mim mesmo, é oportunidade para o desapego, para redefinir os valores e aprender a confiar em Deus.
  • aprendi que a solidão é a oportunidade para aprender a conversar comigo, ouvir a minha própria voz e fazer um amigo novo chamado Deus.
  • aprendi que ser honesta comigo é libertador. me contar os meus próprios absurdos é me permitir retirar as máscaras.
  • aprendi que retirar as minhas máscaras ajuda o meu próximo a crescer, pois ele se vê obrigado a aprender a me aceitar como eu sou: legal e chata ao mesmo tempo.
enfim… dizem que a vida começa aos 40…
eu digo que a vida CONTINUA aos 40. com mais intensidade, com mais beleza, com mais realizações…
 
gratidão a Deus pela minha vida, pelo que já foi escrito e que ainda será!
 
foto produzida por Stephanie Ribeiro – http://www.facebook.com/teerib – @teerib

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